Ser Perito

Para iniciarmos esse assunto primeiro devemos conhecer a definição dessa atividade, temos: Perito é aquele profissional que se especializou em determinado ramo de atividade ou assunto e que tem experiência ou habilidade nesta atividade. A partir dessa definição, que considero ser a mais sintética e ao mesmo tempo a mais completa em elucidar a definição de um perito, podemos tirar algumas conclusões importantes para o exercício profissional dessa atividade.
O novo Código de Processo Civil brasileiro, sancionado em 16 de março de 2015, publicado como Lei 13.105/15, passou a vigorar em 18 de março de 2016, tendo como principal objetivo imprimir uma nova dinâmica nos procedimentos judiciais regidos por este instrumento legal, este considera que o perito não é escolhido mais entre profissionais “de nível universitário”, mas entre os “legalmente habilitados”, não se restringindo mais às pessoas físicas, sendo assim, podemos considerar que as principais condições para o exercício da perícia são:
• Idoneidade moral.
• Capacidade técnica agregada à experiência profissional.

A idoneidade moral, conforme sua definição consiste em um conjunto de qualidades que recomendam o indivíduo à consideração pública, com atributos como honra, respeitabilidade, seriedade, ética, dignidade e bons costumes. A idoneidade significa a qualidade de boa reputação, do bom conceito que se tem de uma pessoa. Entrando a habilidade pela experiência profissional é demonstrada através da atestação da capacidade técnica, temos essa comprovação materializa por documento emitido e padronizado pelo contratante dos serviços executados. Temos então o divisor de águas neste ponto, pois o perito habilitado legalmente, seja em atividades jurídicas ou extrajudiciais tem a necessidade fim de possuir à experiência profissional reconhecida, para que se tenha uma real qualificação técnica de desenvolvimento de suas atribuições.
Desta forma, ser perito é algo mais do que o conhecimento teórico de normas técnicas e leis, e sim, um conjunto de habilidades vivenciadas dentro das atribuições inerente as atividades ora desenvolvida e esperada de quem o contrata, pois muitas vezes, coloca em sua orientação, fundamentação e recomendação a segurança de vidas humanas.